As 50 cidades mais violentas do mundo

Tráfico de drogas, poder público fraco e desigualdade social estão entre os principais motivos da violência nas cidades do mundo. Um estudo de 2011 mostra que entre as  50 cidades com maior número de homicídios, 14 delas estão no Brasil, 12 no México, 5 na Colômbia, 4 nos Estados Unidos, 4 na África do Sul, 3 na Venezuela, 2 em Honduras, 1 na Jamaica, 1 na Guatemala, 1 em El Salvador, 1 no Panamá e 1 no Iraque.

Cidade de San Pedro Sula, Honduras

Cidade de San Pedro Sula em Honduras. Uma das maiores taxas de homicídios do mundo.

POS PAÍS CIDADE HOMICÍDIOS POPULAÇÃO * TAXA
 1º  Honduras  San Pedro Sula  1.143  719.447  158,87
 2º  México  Juarez  1.974  1335.890  147,77
 3º  Brasil  Maceió  1.564  1.156.278  135,26
 4º  México  Acapulco  1.029  804.412  127,92
 5º  Honduras  Distrito Central  1.123  1.126.534  99,69
 6º  Venezuela  Caracas  3.164  3.205.463  98,71
 7º  México  Torreón  990  1.128.152  87,75
 8º  México  Chihuahua  690  831.693  82,96
 9º  México  Durango  474  593.389  79,88
 10º  Brasil  Belém  1.639  2.100.319  78,04
 11º  Colômbia  Cali  1.720  2.207.994  77,90
 12º  Guatemala  Guatemala  2.248  3.014.060  74,58
 13º  México  Culiacan  649  871.620  74,46
 14º  Colômbia  Medelin  1.624  2.309.446  70,32
 15º  México  Mazatlan  307  445.343  68,94
 16º  México  Tepic  299  439.362  68,05
 17º  Brasil  Vitória  1.143  1.685.384  67,82
 18º  México  Veracruz  418  697.414  59,94
 19º  Venezuela  Ciudad Guayana  554  940.477  58,91
 20º  El Salvador  San Salvador  1.343  2.290.790  58,63
 21º  Estados Unidos  New Orleans  199  343.829  57,88
 22º  Brasil  Salvador  2.037  3.574.804  56,89
 23º  Colômbia  Cucuta  335  597.385  56.08
 24º  Venezuela  Barquisimeto  621  1.120.718  55,41
 25º  Porto Rico  San Juan  225  447.789  52,60
 26º  Brasil  Manaus  1.079  2.106.866  51,21
 27º  Brasil  São Luís  516  1.014.837  50.85
 28º  México  Nuevo Laredo  191  389.674  49,02
 29º  Brasil  João Pessoa  583  1.198.675  48,64
 30º  Estados Unidos  Detroit  346  713.777  48,47
 31º  Brasil  Cuiabá  403  834.060  48,32
 32º  Brasil  Recife  1.793  3.717.640  48,23
 33º  Jamaica  Kingston  550  1.169.808  47,02
 34º  África do Sul  Cidade do Cabo  1.614  3.497.097  46,15
 35º  Colômbia  Pereira  177  383.623  46,14
 36º  Brasil  Macapá  225  499.116  45,08
 37º  Brasil  Fortaleza  1.514  3.529.138  42,90
 38º  México  Monterrey  1.680  4.160.339  40,38
 39º  Brasil  Curitiba  720  1.890.272  38,09
 40º  Brasil  Goiânia  484  1.302.001  37,17
 41º  África do Sul  Port Elizabeth  381  1.050.930  36,95
 42º  Colômbia  Barranquilla  424  1.182.493  35,86
 43º  Estados Unidos  St. Louis  113  319.294  35,39
 44º  Iraque  Mosul  636  1.800.000  35,33
 45º  Brasil  Belo Horizonte  1.680  4.883.721  34,40
 46º  Panamá  Panamá  543  1.713.070  31,70
 47º  México  Cuernavaca  198  630.174  31,42
 48º  Estados Unidos  Baltimore  195  620.961  31,40
 49º  África do Sul  Durban  1.059  3.468.087  30,54
 50º  África  Johannesburg  1.186  3.888.180  30,50

Muitas cidades africanas, asiáticas e do oriente médio (que encabeçariam o ranking), não entraram na conta pois não fornecem dados e estatísticas precisos sobre homicídios. Para se ter uma noção do que os números acima representam, a taxa de homicídio na cidade de Nova York (considerada a mais segura dos Estados Unidos) é de apenas 4,5 mortes para cada 100.000 habitantes, muito longe da taxa de 158,87 apresentada por San Pedro Sula.

*taxa de 1 a cada 100.000

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Fonte: Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública y la Justicia Penal A.C., 2012.

Download do estudo completo: http://www.seguridadjusticiaypaz.org.mx/biblioteca/view.download/5/145

Uma resposta

Este artigo é uma resposta ao seguinte comentário feito no artigo Pobres Mulheres Árabes. São 4 fotos de quatro mulheres que estão entre milhares que sofreram agressão pelos motivos mais torpes e que raramente alcançam justiça simplesmente por serem mulheres.

Vai pensando q é por aí q a banda toca…
Procure conversar com mulheres árabes ou muçulmanas antes de falar esse tipo de coisa. Ñ digo q seja mentira oq essa moça escreveu, mas é raro acontecer isso, apenas em alguns lugares onde o alcorão é levado ao pé da letra, então vai por mim que é minoria. E aqui no Brasil a gente também ñ pode falar mto ñ… mesmo sendo um país conhecido pela liberdade sexual das mulheres, temos altos índices de violência contra a mulher.
As mulheres árabes já tem mto mais conquistas do q se imagina e se autovalorizam muito mais do q mta mulher ocidental.
Leia este texto da revista Carta Capital: http://www.cartacapital.com.br/internacional/rebelioes-destruindo-os-estereotipos-das-mulheres-arabes
É fácil julgar todas por alguns casos isolados.
Bjos!

Cherry Candy


É verdade que não só no Brasil, mas no mundo inteiro existe violência contra a mulher… mas um erro não justifica o outro. Sim! Mulheres brasileiras sofrem agressões brutais também, mas aqui e na grande maioria dos países estas agressões são repudiadas social, cultural, religiosa e legalmente. O problema é que no mundo muçulmano tais agressões são até incentivadas como forma de “corrigir” e “servir como exemplo” a outras mulheres. As mulheres ali estão abandonadas a própria sorte, já que a justiça e o governo que deveria protegê-las, prefere não intervir em questões familiares que resolvem suas diferenças na base de uma violência secular e tribal que continua existindo até hoje.

Outro ponto crítico é o fato de que os agressores na maioria das vezes são homens da própria família, como irmãos, pais, tios, maridos, etc. Não importa se apenas uma ou cem mil mulheres sofrem agressões, ou se estas agressões acontecem em lugares isolados ou em grandes cidades… estes detalhes não fazem diferença para milhares de garotas e mulheres que sofrem por terem nascido em determinado país, em determinada cidade ou religião.

E agora pergunto à moça que formulou o comentário acima: se você pudesse escolher, em qual dos dois países você preferiria nascer? No Canadá ou no Paquistão?

Futebol & frustração

Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

 

É fácil de acontecer: dois times rivais se enfrentam num jogo clássico ou decisivo…um deles (logicamente perde) e pronto! Os torcedores enfurecidos partem para a ignorânica: é briga generalizada, paulada, pancada, tiros, bombas de efeito moral e covardias de todos os tipos. O mais recente foi o caso do Corinthians que perdeu um jogo para um time sul-americano e foi eliminado da Libertadores (eu acho). Foi o suficiente para um bando de marmanjos desocupados e frustrados invadirem o C.T. do time e praticar vandalismo e ameaçarem alguns jogadores de morte.

Pessoas que de alguma forma são frustradas com suas vidas, acabam se agarrando a coisas que as façam se sentir “vitoriosas”. O cara não tem emprego, é semi-analfabeto, mal educado e incapaz de progredir na vida…então ele passa a “fazer parte” de um time de futebol (mesmo que seja como um simples torcedor) e a partir daí, todas as glórias e vitórias do time, passam a ser dele também. Esta passa a ser sua fonte de sucesso social. Mas quando o time perde, vem à tona sua frustração, não só com o futebol, mas com sua vida inteira. Por isso é fácil ver marmanjos chorando como mocinhas nos estádios, se degladiando como animais pela rua e tudo porque o XV de Itapopóca venceu o Burintia nas quartas de final. O futebol é um esporte, e como dizem por aí, esporte é saúde. Mas em todo caso, futebol as vezes é sinônimo de doença.

É incrível a comoção social que o futebol exerce sobre estes alienados, pois se a população reagisse violentamente contra as faucratuas do governo, assim como reagem quando o Burintia perde, nossos governantes nos respeitariam mais. Quando o Corinthians perdeu o tal jogo, alguns fanáticos-torcedores ameaçaram o Roberto Carlos de morte, mas quando os deputados federais aumentaram seus salários de R$ 12 mil para R$ 27 mil numa sessão secreta, ninguém os ameaçou ou foi lá protestar. Não estou dizendo que devemos sair por aí ameaçando e matando deputados, nem muito menos as pessoas devam deixar de assistir futebol, mas que seria melhor a população canalizar suas energias para o que realmente interessa (bem estar social) e buscar coisas que os tornacem vitoriosos de verdade e não apenas nos resultados de jogos de futebol.

Fim da crueldade na Catalunha

Tradição cultural ou crueldade arcaica?

O tempo passa e algumas velhas tradições acabam perdendo espaço no mundo civilizado (tudo bem, ainda não tão civilizado assim). E ultimamente, o melhor exemplo disto é a proibição da tourada na região da Catalunha, na Espanha. O que alguns espanhóis (sádicos) chamam de tradição nacional, eu chamo de crueldade. Vamos analisar: um indivíduo vestindo uma roupa cafona passa um longo tempo  cravando espetos no dorso do touro e que no fim da sessão o mata com uma espada no coração. Essa prática pode ser chamada de sessão de sadismo, crueldade, violência gratuita, qualquer coisa menos de esporte.

Dizem que a proibição da tourada na Catalunha, foi uma forma dos politicos daquela região em diferenciá-la do resto do país, já que eles querem se tornarem independentes da Espanha. Seja por interesses politicos ou por civilidade, o importante é que esta prática sádica (que já vinha perdendo o interesse dos espanhóis) está se tornando algo arcaico e desnecessário nos dias de hoje. A proibição na Catalunha começa a vigorar em 2012, que a tourada dê seus últimos suspiros e morra de vez.