As motocicletas exclusivas da Hammarhead

Acho que 90% dos customizadores de motocicletas americanos criam seus modelos a partir das Harley-Davidson, a “motocicleta da América”! Mas o designer James Hammarhead, da Philadelphia, foi em busca de mais exclusividade e passou a criar seus modelos a partir de clássicas européias Ninety-Two, uma versão despojada e totalmente pintada em preto fosco; a interessante Solo-X, que é uma Ural sT com selim monoposto, escapamento alto e com um belo quadro exposto emoldurando o belo motor bicilíndrico boxer. A “parruda” Jack Pine é uma Triumph Scrambler, mas sem os tradicionais escapamentos altos, no lugar o customizador instalou um modelo convencional. E a Woodsman EFI, baseada numa Royal Einfield Bullet que conta com o tradicional escapamento alto, pneus off-road e uma pintura cromada no tanque.

http://www.hammarhead.com

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Motocicletas e maturidade

Gosto não se discute. Cada um tem suas preferências, suas opiniões sobre o que comprar e sobre o que usar. Com as motocicletas, não é diferente. Eu creio que o tipo de moto, mostra (na maioria das vezes) a personalidade do piloto e também sua maturidade. É interessante ver que motos esportivas são geralmente procuradas por jovens que sentem necessidade de provar algo e fazem isso voando em autoestradas a 300 km/h. Desafiar a morte é típico da juventude inconsequente, que se identificam com motocicletas de visual agressivo e motores nervosos. Particularmente, eu jamais compraria uma esportiva ou uma daquelas nakeds cheias de carenagens com aquele visual “alienígena” como a Kawasaki Z-1000.

A Kawasaki Z-1000 está mais para nave alienígena... e não tem assento para a garupa.

Gosto de moto com cara de moto, como as Triumph Bonneville, Harley-Davidson 883 ou Norton Commando. São motocicletas honestas e sem frescuras, para rodar com calma e tranquilidade pelas estradas. São motocicletas para homens maduros que não tem pressa, não precisam viajar a 300 km/h para provar nada a ninguém. O maior argumento que os defensores das esportivas apresentam, é a forma soberba como elas fazem curvas ou as velocidades estonteantes que atingem… e para por aí. Mas quem precisa fazer uma curva vertiginosa na estrada? Ou baixar centésimos de segundos num trajeto para o trabalho? As pessoas passam a semana inteira correndo estressadas para resolver seus problemas cotidianos e nos fins de semana, montam numa moto para… correr mais ainda sob o stress de sofrer um acidente em alta velocidade e é aí que eu acho que a motocicleta perde aquele sentido de viajar e relaxar curtindo a paisagem.

Quando você estiver viajando e passar por um grupo pilotando motocicletas custom calmamente, estes são os caras maduros que já chegaram lá… mas quando for ultrapassado por motocicletas esportivas voando baixo, estes são os garotos que estão tentando provar algo para si mesmos e sentir um pouco de poder.

Tipos de moto custom

A palavra inglesa “custom” significa algo como “personalizar”, ou seja, inserir uma personalidade, um estilo diferenciado e particular a um objeto, seja uma motocicleta, uma jaqueta ou um automóvel. Hoje em dia, cada vez mais as pessoas procuram se destacar da multidão mostrando sua personalidade nas roupas que usa ou no veículo que utiliza.

Se formos levar esta afirmação ao pé da letra, qualquer motocicleta que receba qualquer tipo de modificação pode ser considerada uma “custom”. Mas tradicionalmente este termo está intimamente ligado às motocicletas que recebem aquele design retrô, tipico das motocicletas norte-americanas da década de 1940.

Porque as custom sobreviveram?

Como e porque motocicletas com visual de décadas atrás ainda são vendidas em plno século 21? É verdade que alguns modelos custom como a Harley-Davidson V-Rod e a Yamaha V-Max apresentam um estilo bem futurista, mas a maioria dos modelos ainda tem o farol redondo, cromados em profusão e rodas raiadas. Imagine se os fabricantes de automóveis produzissem hoje os Cadillac da dácada de 50 com tecnologia moderna!

Talvez o que tenha garantido a longevidade das custom seja sua personalidade ou mesmo a postura dos próprios motociclistas que se apegam mais à tradição e a filosofias de liberdade e ao culto às máquinas puras, sem “frescuras”. Os motoristas de automóveis são mais práticos e preferem modernidade, tecnologia. Isto pode explicar porque os automóveis com design retrô são tão raros e tratados como produtos secundários, como o Chrysler PT Cruiser ou o Fiat Cinquecento, enquanto as motocicletas custom garantem vendas em massa.

Tipos de custom

Eu vejo as motociletas custom divididas em duas categorias estruturais: as “low riders” e as “choppers”. E cada uma destas podem ser subdivididas em categorias de estilos, como as “old schools”, as “new schools”, as “bobbers” e por aí vai.

A diferença primordial entre uma low rider e uma chopper, é algo bem evidente, enquanto a primeira mantém o quadro estrutural sem alterações, a chopper recebe alongamentos no quadro e garfos da suspensão. Assim, a low rider apresenta uma silueta mais horizontal (linhas vermelhas na imagem) e uma suspensão dianteira com angulo mais fechado (linhas verdes na imagem), o que proporciona uma posição de pilotagem mais baixa. Nas choppers, o piloto viaja com os braços mais altos, graças aos ângulos mais abertos.

O surgimento das bobbers

Identificar uma bobber é algo fácil: são modelos low rider sem pára-lamas. As bobbers surgiram nos Estados Unidos logo após a Segunda Guerra Mundial. Os ex-soldados americanos queriam motocicletas tão ágeis e leves quanto as  européias. Despiram então, as Indians e Harleys de seus pára-lamas, espelhos, estribos e tudo que representasse peso desnecessário: nasciam assim as “bobbers”. Vale lembrar, que o estilo bobber começou com as custom americanas, mas hoje em dia é possível ver motocicletas como CB 750 e pequenas streets convertidas para bobber. Abaixo duas Honda Shadow 750: uma standard como saiu da fábrica e outra no estilo bobber, sem pára-lamas, sem banco de passageiro e sem espelhos.

Old scho0l vs New school

Existem duas correntes de customizadores: os que seguem uma personalização com estilo mais tradicional (old school) e aqueles mais radicais que adotam personalizações mais modernizadas (new school). A diferença pode ser notada na imagem abaixo, onde aparece uma chopper da Orange County Choppers com elementos visuais modernos e até futuristas e abaixo uma Triumph bobber no melhor estilo old school, com decoração típica dos anos 1940.

Rat Bike

Enquanto as motocicletas customizadas são tratadas com esmero e atenção aos detalhes, as rat bikes são sujas e precárias e também é muito fácil entender a filosofia das rat bikes: tente manter uma motocicleta rodando pelo maior tempo possível com o mínimo de manutenção possível. O resultado são motocicletas precárias com consertos feitos sempre na base da gambiarra. A “vantagem” deste estilo de motocicletas, é que qualquer um pode converter sua motocicleta para rat bike, sem custo nenhum e sem conhecimento técnico para isto: basta ser negligente e relaxado com a manutenção da motocicleta e instalar acessórios fuleiros…em muito pouco tempo, você estará montado numa autêntica rat bike. E além do mais, qualquer moto de qualquer categoria pode se tornar uma. Abaixo, uma Kawasaki VN 1500 Drifter no estilo rat bike.

Motos e níveis de satisfação

Basta navegar na web para pesquisar sobre algum produto e lá estão centenas de opiniões de todos os tipos. E com as motocicletas não é diferente. Alguns modelos sofrem preconceito por pertencer a uma marca não tão tradicional enquanto alguns outros ganham fama injustificada, e numa pesquisa um pouco mais atenta alguns mitos caem. E como dizem por aí, nenhuma opinião é melhor do que a opinião de quem já tem e conhece determinado produto: os proprietários.

Já faz algum tempo que tenho o costume de pesquisar a opinião de proprietários sobre suas motocicletas e automóveis no site Best Cars Web patrocinado pela UOL, numa seção do site chamada “Teste do Leitor”. Pois bem, com base nesta seção do site, eu compilei todos os resultados de 96 modelos de 12 marcas e montei uma tabela (veja metodologia no fim do artigo) sobre a avaliação dos proprietários destes modelos.

A OPINIÃO DE UM HOMEM SÓ

Durante a pesquisa, me deparei com alguns modelos que contavam com a opinião de um ou dois proprietários. Mas a opinião de apenas um proprietário vale para tornar uma motocicleta boa ou ruim? Claro que não! Por isso no canto direito da tabela coloquei barras coloridas que medem a “acuracidade” das notas. Ou seja, quanto maior a barra, maior o número de opiniões emitidas a respeito de determinado modelo, o que torna a avaliação mais ou menos confiável.  Tome dois exemplos da tabela: a Triumph Rocket III que obteve nota 10, mas sob a opinião de apenas um proprietário e da Suzuki Intruder 125 que obteve uma nota mais modesta: 8,26 formada pela opinião de 204 proprietários. Portanto, ao avaliar a tabela, leve em consideração estes dois fatores: nota e acuracidade, sendo que quanto maior os dois fatores, maior será a confiabilidade da avaliação.

OS PALPITEIROS

Durante a pesquisa uma curiosidade sobre os consumidores: alguns consumidores de uma marca são mais inclinados a opinar do que consumdores de outras marcas. Notei que proprietários da Yamaha (1.169) e da Suzuki (760)  são mais abertos a expor suas opiniões do que clientes da Honda (apenas 302) que vende um volume incrivelmente maior do que suas rivais juntas. Pode parecer que isto não tem importância, mas vale lembrar que a troca de informações entre proprietários pode lhe ajudar muito na solução de problemas com sua motocicletas e isto se reflete também na facilidade de se encontrar informações quando necessário. Marcas mais caras como BMW, Harley-Davidson e Triumph, por exemplo tem menos opiniões de seus proprietários, talvez pelo menor volume de vendas ou pelo perfil mais anônimo de seus consumidores.

DERRUBANDO ALGUNS MITOS E FORTALECENDO OUTROS

Pelo menos neste levantamento, entre as motos pequenas a Honda Titan não é lá esta unanimidade na satisfação dos clientes como dizem por aí. Ela conseguiu apenas 7,50 de nota contra 8,83 da Yamaha YBR e 8,70 da Suzuki Yes o que mostra a que comprar algo apenas pelo que se diz pode ser um fator de descepção. Outro mito que se enfraquece é aquele sobre a durabilidade eterna de alguns modelos mais caros, como a BMW 1250 GS que ao contrário do que eu pensava, ganhou um “INSATISFEITO” de um cliente que notificou vários defeitos no modelo e da Yamaha Midnight Star 950 que também levou uma “INSATISFEITO” com direito a cabeçote e válvulas empenando sem motivo no meio de uma estrada.

Mas por outro lado, alguns mitos se confirmam, como a fama da baixa qualidade dos produtos Sundown que obtiveram as piores notas como a última colocada Future 125 com nota 3,81 e a V-Blade 250 que atingiu apenas nota 5,00, muito longe de sua concorrente Mirage 250 com 9,33 e da já aposentada Virago 250 8,82. Laser 150 e Super 100 da Dafra também fizeram jus à sua má fama.

METODOLOGIA

a) A pontuação: o site Best Cars Web atribui três tipos de avalição para cada modelo segundo a opinião de seus proprietários: MUITO SATISFEITO; PARCIALMENTE SATISFEITO e INSATISFEITO. Sendo assim considerei nota 10 para “muito satisfeito”; nota 5 para “parcialmente satisfeito” e nota 0 para “insatisfeito”. Dividindo o total da nota pelo número de opiniões, obtive a nota final de cada modelo. Exemplo: Yamaha YS 250 Fazer obteve um total de 2070 pontos na opinião de 227 proprietários, onde 2070/227 = 9,12.

b) Acuracidade: o nível de acuracidade é o número de opiniões emitidas para cada modelos. Isto serve como um indicador da confiabilidade da nota, pois quanto maior p número de opiniões, maior sua reputação. Determinado modelo pode até ganhar nota 10, mas se tiver uma acuracidade muito baixa, esta nota se torna duvidosa.

Fonte: http://www2.uol.com.br/bestcars/testleit-motos.htm

Motocicletas: Café Racer

Cafe Racer

Honda CB750 "cafe racer"

Café racer, é uma categoria de motocicletas assim como uma categoria de motociclista. O termo tem as suas raizes na contracultura britânica das bandas de rock da década de 60. O Rock’n’roll era um movimento jovem e rebelde e os jovens desejavam uma motocicleta rápida, personalizada e diferente para correr entre os cafés ao longo da auto-estradas recentemente construídas ao longo das vilas e cidades britânicas. O objetivo de muitas motos era conseguir superar as 100 milhas por hora (chamado simplesmente “a tonelada”) ao longo de um circuito onde o motociclista saia de um café, corria até um ponto pré-determinado e voltava ao café antes de uma única música tocar na jukebox, chamado tempo-recorde. As músicas tocadas geralmente eram Rockabilly e a imagem destas motocicletas é ligada hoje em dia à esta cultura.

Uma competição clássica era correr do Ace Café na estrada North Circular no noroeste de Londres até a junção Hanger Lane e voltar. O objetivo era voltar ao Ace Café a tempo de colocar a ficha na jukebox e impedir o fim da música. Levando-se em conta que as músicas de Eddie Cochran que eram moda na época tinham menos que 2 minutos de duração, o corredor tinha que cumprir as três milhas do círculo em velocidade extremamente alta!

A café racer é uma motocicleta modificada para alcançar altas velociadade e bom manejo ao invés de conforto. O chassi das café racers tinham uma configuração tipica das grandes motos contemporâneas de Grand Prix , caracterizando um oblongo tanque para combustível e uma pequena rabeta montada atrás do assento. Uma assinatura tipica eram os guidons baixos que davam um controle mais preciso em altas velocidades e proporcionavam ao ciclista uma ergonomia para cortar a resistência do vento. Eram motocicletas artesanais que mantém um design atual e eficiente até os dias de hoje, por isso mesmo, customizadores convertem motocicletas para o estilo café racer até os dias de hoje. E mesmo as grandes marcas lançam modelos com estilo café racer com tecnologia moderna.

Mas os icones deste movimento eram mesmo as inglesas como Triumph, Norton e BSA

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Fonte de pesquisa: http://en.wikipedia.org/wiki/Cafe_racer

Moto: o valor do seguro de 57 modelos

Seguro para motos: no Brasil ainda é uma utopia

Saiu o Guia Melhor Moto 2009 publicado pela Quatro Rodas Moto (ed. 598-B Janeiro de 2010). E o resultado é o que todos esperavam: motos Honda com valores de seguros proibitivos. Quanto às esportivas, não importa a marca o seguro é sempre imoral. Vale lembrar que os valores do seguro refletem o quanto um modelo é visado pelos gatunos, portanto se quer sossego, vá de Harley-Davidson ou BMW, as marcas com seguros mais amigáveis… isso pra quem pode. Veja a lista com o valor do seguro e o percentual sobre o preço final de 57 modelos de diversas categorias e faixas de preço: (((visualize arquivo via Google Docs))) .

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Nota: os valores dos seguros foram calculados pela Nova Feabri Seguros (www.novafeabri.com.br) segundo o perfil de um usuário masculino de 30 anos, casado, com filho e que disporia de garagem em casa e no local de trabalho