Hendrix, o Rei da Guitarra

Sempre ouvi dizer que Jimi Hendrix é considerado o maior guitarrista da história. Mas para dizer a verdade, nunca tive nenhuma música dele em minhas playlists. Aliás, a única música que conhecia vagamente era “Hey Joe” e nada mais. Isso até ouvir a versão de Hendrix para  “All Along The Watchtower” tocando na Kiss FM

A partir daí passei a entender porque Jimi Hendrix é tão cultuado. Pelo menos eu tive a impressão de que embora muitos outros bons guitarristas toquem de forma esplêndida, tem alguns detalhes muito sutis (quase imperceptíveis) em sua sonoridade que tornam sua música tão única. Parte de seu estilo único vem do fato de ser canhoto e pela busca por novos efeitos sonoros que introduziu. Hendrix foi influenciado por artistas de blues como T-Bone Walker, B.B. King, Muddy Waters, Howlin’Wolf, Albert King e Elemore James e por guitarristas de rhythm & blues e soul como Curtis Mayfield e Steve Cropper. Frank Zappa que apresentou Hendrix ao recém-criado pedal de “wha-wha”, um pedal de efeito sonoro do qual Hendrix rapidamente se tornou mestre notável e que se transformou em parte integrante de sua música. E por falar em instrumentação, as guitarras Fender Stratocaster eram as preferidas por Hendrix  graças à alavanca de trêmolo, um dispositivo patenteado pela Fender que permitia a Hendrix “entortar” as notas e acordes inteiros sem que a guitarra saísse da afinação. O braço relativamente estreito da Strat, de fácil ação, foi também perfeito para o estilo envolvente de Hendrix e potencializou enormemente sua grande destreza – como pode ser visto em filmes e fotos, as mãos de Jimi eram tão grandes que lhe permitiam pressionar todas as seis cordas com apenas a parte de cima do seu polegar, e ele podia, pelo que dizem, tocar partes rítmicas e solos simultaneamente.

Hendrix foi também um revolucionário no desenvolvimento da amplificação e dos efeitos com a guitarra moderna. Sua alta energia no palco e volume elevado com o qual tocava requeriam amplificadores robustos e potentes. Durante os primeiros meses de sua turnê inicial ele usou amplificadores Vox  e Fender, mas ele rapidamente descobriu que eles não podiam aguentar o rigor de um show do Experience. Felizmente ele descobriu o alcance dos amplificadores de guitarra de alta potência fabricados pelo engenheiro de áudio inglês Jim Marshall e eles se mostraram perfeitos para as necessidades de Jimi. Assim como ocorreu com a Strat, Hendrix foi o principal promotor da popularidade das “Pilhas Marshall” e os amplificadores Marshall foram cruciais na modelagem do seu som pesado e saturado, habilitando-o a controlar o uso criativo de “feedback” (microfonia) como efeito musical.

Ainda hoje, dizem não haver músicos que toquem uma guitarra como Hendrix, mas muitos seguem sua técnica única e envolvente.  Os seus shows e musicalidade criaram fãs rapidamente, entre eles os guitarristas Eric Clapton e Jeff Beck, assim como os Beatles e o The Who, e também o ainda desconhecido Farrokh Bulsara, que mais tarde viraria a ser o grande Freddie Mercury. Já entre aqueles que foram influenciados por Hendrix, estão incontáveis músicos famosos e desconhecidos espalhados pelo mundo.

Os pastores do mar

Todos os anos, navios baleeiros japoneses vão para o oceano antártico e caçam baleias com arpões explosivos. A caça é meramente comercial e ignora o fato das baleias estarem entrando em extinção. Muitos governos e entidades rejeitam a caçada, mas não tomam atitudes práticas para frear as ações dos caçadores. É aí que entra o Sea Shepherd.

A Sea Shepherd é uma ONG de proteção ambiental criada em 1977 por Paul Watson, um ex-ativista do Greenpeace que decidiu fundar seu próprio grupo de defesa ambiental por defender o uso de ações mais efetivas contra os “criminosos da natureza”. O grupo possui três barcos: MY Steve Irwin, Bob Barker e o MV Brigitte Bardot , tripulados por ativistas de vários países engajados na luta contra a caça predatória nos oceanos do mundo inteiro. São médicos, engenheiros, fotógrafos, oceanógrafos, veterinários, etc. Atuam contra a matança de baleias na Antártica, contra a caça às focas no Canadá e em qualquer parte do planeta onde haja abuso humano contra o ecossistema marinho.

Basicamente, a ação do Sea Shepherd é perseguir “navios de pesquisa” (baleeiros disfarçados) para inibir a caça às baleias, mas também incluem sabotagem de navios baleeiros em portos, lançamento de garrafas com ácido butírico contra a tripulação, dano aos motores dos navios predatórios, danos a redes de pesca e até colisões em alto mar. Ações tão enérgicas renderam ao grupo a fama de terroristas e até piratas por parte da imprensa e principalmente pelo governo japonês que lucra com a caça predatória.

Em 2009 um navio japonês se lançou contra a lancha de alta performance Ady Gil utilizada pelo grupo na tentativa de bloqueá-lo e evitar a captura de uma baleia. A lancha ficou seriamente danificada, o ativista neo-zelandês Pete Bethune invadiu o navio japonês para efetuar uma prisão civil contra o capitão do navio sob acusação de tentativa de assassinato dos seis ativistas a bordo da lancha. Bethune foi dominado pela tripulação japonesa e levado a julgamento e condenado a dois anos de prisão.

Os japoneses que faturam milhões de dólares anuais com a caça indiscriminada de baleias dizem que não vão se intimidar com as ações do grupo e que continuarão suas pesquisas cientificas (a caça às baleias é repudiada pela comunidade internacional, por isso os japoneses disfarçam suas ações predatórias como pesquisa cientifica)… por outro lado, Paul Watson e seus “pastores do mar” dizem que enquanto houver matança de baleias, continuarão sua luta pelos mares do mundo. Eu torço pelos pastores do mar, e você ?

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Mais em: http://www.seashepherd.org/

O monstro de Bugatti

Ettore Bugatti

Ettore Bugatti: perfeccionista e totalmente incomum

Ettore Bugatti era um cara perfeccionista e inclinado a extravagancias. Como construtor de carros, parecia fugir do comum e partir para soluções técnicas mais exóticas e complexas. Mas não vou falar sobre Ettore, mas sim sobre duas de suas obras de arte, um “monstro” do mundo automobilístico: o Bugatti Type 41 .

O Type 41 Royale

Certo dia, Ettore ouviu uma senhora inglesa fazer comparações desfavoráveis entre seus carros e os Rolls-Royce ingleses. A partir daí, Ettore resolveu construir um carro de luxo imponente, capaz de fazer qualquer dono de Roll-Royce ou Mercedes-Benz se sentirem humildes. O protótipo era equipado com um motor de 15 litros, mas o modelo de produção recebeu uma versão menor com “apenas” 12,7 litros. Este motor foi construido num bloco de 1,4 metro de comprimento por 1 metro de altura, um dos maiores motores já construídos para uso em automóveis. Cada um dos oito cilindros (125 mm de diâmetro x 130 mm de curso) tinham três válvulas com comando simples no cabeçote e produzia 300 hp de potência. Este motor foi baseado numa versão aeronáutica, desenvolvida para o Ministério do Ar da França.

O chassis foi compreensivelmente substancial. Com uma suspensão com feixes de mola semi-elípticas. Os freios eram efetivos e operados por cabos sem servo-assitência, o que demandava músculos na hora de uma frenagem mais forte. A versão Coupé Napoleon era calçado por rodas de 24″.E seguindo a moda da época, o motorista se deparava com maçanetas em formato de rabo de baleia e volante era feito em nogueira. Cada Royale era fabricado individualmente, mas todos traziam no no topo do radiador, uma escultura de elefante, criada pelo irmão de Ettore, Rembrandt Bugatti. Assim nascia o Bugatti Type 41, mais conhecido como Royale. Com tamanho titânico (4,3 metros de entre-eixos e 6,4 metros de comprimento total) e peso aproximado de 3.175 kg, é tão grande e pesado, que pode ser comparado com um caminhão leve Ford F-450 moderno.

A produção efetivamente começou em 1928, mas com um preço astronômico de 30 mil dólares pelo chassis básico, e com a grande depressão financeira de 1930, o primeiro Royale só foi vendido em 1932. Apenas seis foram produzidos entre 1928 e 1933 (três vendidos para compradores estrangeiros). Criado para compradores da realeza, na verdade nenhum foi vendido a nobres, e Ettore se recusou a vender um exemplar ao Rei Zog da Albania, alegando que este não sequer tinha boas maneiras à mesa.

Versões do Royale

O que a Bugatti vendia, era o motor montado sobe o chassis, o cliente escolhia uma carroceria personalizada construida por alguma grife de sua preferência. Assim, cada Royale tinha uma identidade própria. Além da Coupé Napoleon mostrada na imagem acima, outras belas carrocerias vestiram o Royale:

Royale Coupé Napoleon de 1928

O Coupé Napoleon foi o primeiro Royale construido e utilizado por Ettore Bugatti. Utilizava o motor de 14.7 litros do protótipo original. A carroceria Coupé Napoleon foi concebido pelo construtor de carrocerias Weymann de Paris. Atualmente reside no Museé National de l’Automobile de Mulhouse.

Royale Weinberger Cabriolet de 1931

O Weinberger Cabriolet, foi a única versão conversível do Royale, e vendida em 1932 para o obstetra alemão Joseph Fuchs por $43.000, que encomendou ao construtor de carrocerias Ludwig Weinberger de Munique, que entregou o carro pintado em preto e amarelo em maio daquele ano. Com a tensão pré-guerra, o dr. Fuchs se mudou para a Itália, depois Japão e permanentemente para os Estados Unidos, sempre levando consigo seu Royale. Em 1947, o CEO da General Motors Charels Chayne comprou o carro por 400 dólares e o modificou para um melhor uso em estradas, com uma novo sistema de admissão com quatro carburadores no lugar do simples original e repintando a carroceria de branco ostra e capota verde. Em 1957 Chayne doou o carro ao Henry Ford Museum em Dearborn, Michigan onde o carro está exposto até hoje.

Limousine Park Ward

O quarto exemplar foi o Limousine Park Ward, vendido ao capitão inglês Cuthbert W. Foster, dono de uma grande loja de departamentos em Boston, Estados Unidos. A carroceria foi encomendada à fabricante britânica Park Ward, que criou este estilo de carrocerias em 1921. Em 1946 foi comprado pelo representante britânico da Bugatti, Jack Lemon Burton e revendido em 1956 para o colecionador americano John Shakespeare, fazendo parte da maior coleção de Bugattis de todos os tempos. Sofrendo problemas financeiros, em 1963 Shakespeare vende toda sua coleção a Fritz Schlumpf. Atualmente o modelo reside no Museé National de l’Automobile de Mulhouse, ao lado do Coupé Napoleon.

Royale Kellner

O Kellner foi o quinto exemplar construido, mas não foi vendido por Bugatti. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi pilhado pelo exército nazista, durante a ocupação francesa. Em 1950, L’Ebe Bugatti o vendeu junto com o Berline de Voyage ao piloto americano Briggs Cunningham por uma pequena, mas não divulgada soma de dinheiro. Depois de fechar seu museu, em 1987 Cunningham vende o modelo através da casa de leilão Christie’s por 9,7 milhões de dólares ao suéco Hans Thulin. Com o colapso de seu império, em 1990 Thulin vende o modelo por 15,7 milhões de dólares  ao conglomerado japonês Meitec Corporation. E finalmente em 2001 foi arrematado em leilão na Bonhams & Brooks por 17,6 milhões de dólares.  O comprador não foi divulgado, mas recentemente foi exposto pelo corretor suíço Lukas Huni.

Royale Berline de Voyage

E o sexto exemplar do Royale foi este Berline de Voyage, também não foi vendido por Bugatti e também foi pilhado pelos nazistas durante a Segunda Guerra. Foi vendido ao piloto Briggs Cunningham junto com o Kellner, que o revendeu a através da Harrah Collection em 1986 por  6,5 milhões de dólares a Jerry J. Moore. que o manteve por um ano e o revendeu a Tom Managham por 8,1 milhões de dólares. Managham, fundador da Domino’s Pizza o vendeu por 8 milhões de dólares à Blackhawk Collection da Califórnia onde está exposto.

Puxando trens

O belo motor de 350 kg todo esculpido em alumínio,  foi construido para ser o maior sucesso de Ettore Bugatti, mas o carro queType 41 Royale, que ele equipou, foi um grande fracasso comercial. Para utilizar os 23 motores que sobraram após o fim de produção do Royale, Ettore desenvolveu uma locomotiva que poderia ser impulsionada por dois ou quatro destes motores. 79 unidades destas locomotivas foram construidas para a Ferroviaria Nacional Francesa SNCF, que utilizou estas locomotivas em linhas regulares até 1956. A locomotiva transformou o projeto Royale de fracasso econômico a sucesso comercial. Os motores foram configurados para gerar apenas 200 hp, mas mesmo assim asseguravam excelente performance, uma das locomotivas bateu o recorde mundial de velocidade média com 196 km/h por 70 km.

 

Os piratas do silício

Os piratas

Pirataria: Steve Jobs já abraçou a causa. Esta bandeira tremulava em frente à sede da Apple no inicio dos anos 80

Em algum momento você com certeza já parou para pensar em pirataria. Nos prejuizos que ela causa nas empresas ou nos “benefícios” que traz àqueles que não tem dinheiro para comprar um produto original. Mas não vamos discutir sobre a pirataria, mas sobre uma hironia pirata.

O Navio Pirata.

Voltemos ao final da década de 1970, quando a Apple de Steve Jobs já dava sinais de que seria uma grande empresa, e  quando ele resolveu fincar uma bandeira pirata em frente à sede. Sim! Ele com suas idéias ousadas, resolveu encarnar o espírito pirata como mostra de ousadia: “é melhor ser um pirata do que servir à Marinha” já dizia ele. E claro que ele levou isto ao pé da letra. A verdade seja dita, Jobs nunca foi um gênio da informática (neste caso era Steve Wozniak), mas sem sombra de dúvidas, é um visionário. Foi o que levou Jobs e seus “piratas” a visitarem o PARC da Xerox nesta época. A Xerox era a “vizinha rica” e Jobs sabia que eles tinham aquilo que ele acreditava ser o futuro do software: a interface gráfica. E a Xerox tinha! Seus engenheiros haviam desenvolvido um software que dispensava as linhas de comando e utilizava ícones e pastas em sua interface. Tudo isto, manipulado por um “mouse”. O problema é que a diretoria da Xerox não viu futuro na tela com desenhos e naquele tal de “mouse” e por isso mesmo, permitiram que sua equipe mostrasse o conceito àqueles garotos curiosos da tal Apple.  Result: em janeiro de 1984, a Apple apresentava seu Macintosh, o primeiro pc com interface gráfica (pirateada da Zerox).

Bill, o Pirata-mor

Mas não demoraria muito tempo, o corsário Jobs provaria de seu próprio veneno pelas mãos do pirata Bill, sem saber. Em 1982, o corsário Jobs cai na lábia do então desconhecido pirata Bill que se oferece para criar aplicações para o Macintosh. O pirata Bill tem então, acesso à receita de como desenvolver uma boa interface gráfica. E com base nos conceitos da Apple, a Microsoft desenvolve e lança no ano seguinte seu MS-Word e o Windows 1.0. E em 1988, a Apple do corsário Jobs processa a Microsoft do pirata Bill que teria desenvolvido o Windows 2.0 plagiando seu Macintosh OS.

O desfecho desta história mostra  que Bill é “o pirata”. Além de ter roubado (segundo as palavras de Jobs) o conceito para desenvolver o Windows, Bill licenciou seus produtos para vários fabricantes, ao contrário de Jobs que manteve exclusividade de sua tecnologia. Result 2: o padrão PC lançado pela IBM e os produtos Microsoft se tornaram mais populares e baratos do que o padrão OS. E isto fez o pirata Bill rico o suficiente para abocanhar parte da “maçã” e se tornar “sócio” do corsário Jobs em 1997.

Mas as peripécias de Bill, o pirata-mor não param por aí. Ainda em 1982, ele procura a gigante IBM para fornecer a ela um sistema operacional para rodar em seu novo PC. E consegue vender o tal sistema para a IBM. Mas claro, o pirata Bill não tinha sistema nenhum. Seu contra-mestre Paul Allen descobre que um pequeno fabricante, a Seattle Computers tinha um sistema operacional pronto. O pirata Bill, então compra o tal sistema Q-DOS por 50 mil dólares e o revende à IBM como MS-DOS por 8 milhões. E se você pensa que os marujos do pirata Bill desenvolveram o Power Point? Também não! Eles o compraram em 1987. E agora no século 21, o novo Windows Seven copia descaradamente a interface gráfica do Apple Tiger. Analise do Windows Vista pela Apple no Youtube

Conclusão

Se hoje Steve Jobs e Bill Gates reclamam do descaramento e prejuizo que a pirataria lhes causa, eles devem se lembrar de que eles cresceram bebendo desta fonte. E mesmo sem saber, até nisso eles foram visionários: descobriram antes de todo mundo, que a pirataria dá muito dinheiro.

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Fontes bibliográficas:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Interface_gr%C3%A1fica

http://www.folklore.org/StoryView.py?story=Pirate_Flag.txt

http://pt.wikipedia.org/wiki/Macintosh

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bill_Gates

http://pt.wikipedia.org/wiki/Steve_Jobs

Piratas do Vale do Silicio (Pirates of Silicon Valley) [filme]. Direção Martyn Burke. EUA, TNT, 1999.

Regina Casé e a hipocrisia

Que a televisão aberta produz toneladas de programas inúteis e irritantes, disto todo mundo já sabe. Se não fosse assim, a TV a cabo não seria tão cara. Mas dentre todos os programas horríveis, tem um que eu acho o mais irritante. é aquele quadro que a infeliz da Regina Casé apresenta durante o Fantástico: “Central da Periferia”. Lá ela tenta mostrar que o morador da favela ou de bairros pobres da periferia, são alguma espécide de índio nativo e que deve fazer parte do patrimônio cultural e antropológico do país. É como se o programa tentasse “proteger” a cultura periférica da extinção, assim como fazem com os índios. Se morar na favela é assim tão cool, tão natural, tão aceitável, porque ela e os idealizadores do programa não vão morar na Favela da Rocinha ou no Morro do Boréu? Não iriam porque são hipócritas.

É Regina Casé, no dos outros é refresco, né?

É Regina Casé, no dos outros é refresco, né?

Mesmo para quem não mora numa favela, ou num bairro carente, é fácil deduzir que estes lugares são violentos e carentes de nescessidades básicas como esgoto, segurança, moradia, saúde, etc… Bom seria, se a dona Regina Casé e sua equipe apresentassem mostrando exemplos de países que conseguiram erradicar a “periferia” e levar as pessoas para moradias dignas. E não apenas ficar “festejando” a pobreza dos outros. Graças a Deus não moro nem nunca morei numa favela, mas tenho conciência de que não deve ser nada bom. E não acredito nem um pouco neste discurso de algumas pessoas que sentem orgulho de morar num bairro desfavorecido. Na verdade são conformadas com a situação em que vivem. Todos sabem que na verdade, estas pessoas “orgulhosas da periferia”, gostariam de viver como aquelas pessoas lindas, ricas e felizes que a mesma Globo mostra em suas novelas.

Se Meu Carro Falasse…

É claro que toda grande celebridade tem o direito e grana para se exibir com o carro que quiser. Mas veja o que o carro de duas celebridades dizem a respeito de seus donos:

Se Meu Carro Falasse...

Se Meu Carro Falasse...

Jogadores de futebol, basquete ou rappers como XZibit geralmente desfilam em um supercarro de milhares (às vezes milhões) para dizer ao mundo: “Olhem para mim!!! Eu era pobre, mas cheguei lá! Agora sou figurão como vocês, vejam meu carro de 300 mil dólares!!! por favor me admirem!!! Já o singelo minicarro elétrico Tango 600 de George Clooney provavelmente diria: “Meu dono sabe que é poderoso, não precisa provar nada a ninguém. É tão respeitado e influente que pode ser dar ao luxo de andar num carrinho estranho e alternativo como eu”.   =P