Os Sons dos planetas

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No espaço existe apenas vácuo e o som não se propaga no vácuo… mas as sondas INJUN 1, ISEE e Hawnkeye da Nasa foram equipadas com uma Antena de Ondas de Plasma foram capazes de captar as vibrações eletromagnéticas provenientes da interação entre as partículas dos ventos solares com a ionosfera e magnetosfera dos planetas.

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Terra vista da Estação Espacial – NASA

Sequência de fotografias tiradas pela tripulação da Estação Espacial entre os meses de agosto a outubro de 2011 – NASA. O filme mostra auroras boreais, furacões, as luzes das cidades, relâmpagos e a camada de ozônio através de um ângulo muito interessante.

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Vídeo indicado pelo meu amigo Aloisio Bom de Oliveira Júnior

Oceano Perpétuo: o movimento dos oceanos em time-lapse

Imagens mostram as correntes oceânicas entre 2005 e 2007.

O vídeo abaixo mostra as correntes oceânicas em todo o mundo durante o período de junho de 2005 até dezembro de 2007. A exibição foi produzida pelo Estúdio de Visualização Científica do Centro Espacial Goddard em associação com a JPL, ambos orgãos da NASA.

A animação, batizada de “Perpetual Ocean” (Oceano Perpétuo), foi produzida usando um modelo computacional chamado de “Estimativa da Circulação e do Clima dos Oceanos Fase 2”, ou ECCO2, que é um modelo de alta resolução dos oceanos.

O sistema normalmente é utilizado para fazer simulações e prever mudanças nas correntezas, mas dessa vez os resultados foram usados para fazer “uma experiência simples, visceral”, nas palavras da própria NASA.

Buraco negro com ventos de 32 milhões de km/h

A cerca de 28 mil anos-luz da Terra, encontra-se um dos buracos negros mais assustadores que os astrônomos da NASA já descobriram. Ele está no sistema binário IGR J17091 e gera ventos com velocidades de até 32.000.000 km/h. Isso significa que são quase 10 vezes mais rápidos do que  os ventos de qualquer outro buraco negro já encontrado, alcançando 3% da velocidade da luz.

Um fato curioso: ao contrário do que se acredita sobre buracos negros, o do sistema IGR J17091 expele muito mais matéria do que absorve. Os cientistas acreditam que campos magnéticos nos discos do buraco negro sejam os responsáveis pela produção dos ventos. Sem dúvidas, ainda há muito o que ser descoberto sobre o buraco negro, que foi observado pelo Chandra X-ray Observatory da NASA.

Buscando planetas

Como 53 mil astrônomos amadores estão ajudando cientistas a encontrar planetas fora do sistema solar (Salvador Nogueira)

Na tela do computador surge um gráfico. O sujeito arregala os olhos e reconhece que algo foge dos padrões. Furiosamente, escreve uma mensagem aos colegas. Assunto: “Object: SPH10072708”. As respostas chegam rápido. “Definitivamente,  vemos pelo menos dois trânsitos aí. Um parece ter período de 14 dias.” Nenhum dos envolvidos é cientista, mas todos estão engajados no Planet Hunters, projeto que mobiliza amadores de todo o mundo na busca por plantas fora do sistema solar. A iniciativa tem encontrado astros que passaram desércebidos pelos equipamentos da NASA e já reúne 53 mil pessoas.

A idéia é simples: pegar um gigantesco calhamaço de informações e jogar na internet para que pessoas fiquem analisando os dados e vejam se encontram os chamados exoplanetas. A caça conta com o apoio de astrônomos das Universidades de Yale (EUA), de Oxford (Inglaterra) e da Nasa. “Quando começamos a pensar no projeto, em agosto de 2010 (foi lançado em desembro), as pessoas diziam que não ia dar certo porque estávamos apresentando séries de dados, não imagens”, afirma Debra Fischer, astrônoma de Yale e líder do Planet Hunters. “Mas até mesmo nós subestimamos a tenacidade do público, que estava ansioso para gastar tempo na busca.”

Os dados brutos vêm da sonda Kepler, da Nasa. Destinada à pesquisa de objetos fora do Sistema Solar, ela monitora o brilho de cerca de 150 mil estrelas. Quando um planeta passa à frente da estrela, conforme avança em sua órbita, o brilho dela diminui sutilmente. Analisando um gráfico que mostra a luminosidade ao longo do tempo, é possível dizer se houve um ou mais plantes transitando à sua frente.

O grupo de cientistas do Kepler não tem como analisar 150 mil gráficos diferentes. Eles usam um programa de computador que faz a checagem automática em busca de sinais de planetas. Somente os que passam pelo filtro são analisados pela equipe. A premissa do Planet Hunters é a de que o cérebro humano é melhor para enxergar padrões do que os algoritmos de computador. Mas para gerar massa crítica de análise, só mesmo juntando muita gente. O custo da iniciativa, US$ 100 mil, faz cócegas nas estimativas de gastos do Kepler: US$ 600 milhões.

Gráficos complicados

Para os usuários, nem sempre as coisas são fáceis. Os gráficos de brilho vêm cheios das oscilações normais de luminosidade de uma estrela que podem vir de manchas solares, erupções e padrões de atividade. Na prática não é tão fácil enxergar um trânsito planetário. “Olhei para 40 curvas de luminosidade e encontrei apenas uma que me deu certeza de que havia um trânsito. parece que estou fazendo uma prova para a Ordem dos Advogados e não sei se fui bem ou mal”, afirma um dos usuários que se identifica no fórum como kyeri. “Não é uma prova. Você está fazendo ciência. Não há resposta correta”, responde no mesmo fórum Kevin Schawinski, cientista de Yale.

De acordo com os participantes, a dificuldade inicial cede com o tempo. “Um pouco de prática pode fazer um caçador de planetas. Claro que exige estudo e dedicação”, diz o advogado brasileiro Nelson  Vianna, depois de dez dias se divertindo com a caçada. Mas o site não interessa apenas a quem quer brincar de astrônomo. Daniel Barringer, 22 anos, está fazendo pós-graduação em astronomia na Universidade da Pensilvânia, EUA, e passa um bom tempo logado no planethunters.org. “É difícil encontrar alguém que não seja capturado pela ideia de que há outros planetas for do Universo”.

Descobertas

Com tantos dados, é natural que haja alarmes falsos. Para a publicação do primeiro estudo científico em um periódico, a equipe do Planet Hunters fez uma investigação mais profunda em seus 10 melhores resultados, usando inclusive observações com telescópios em terra. De todos, 7 não são planetas (uma das confusões mais comuns é se tratar uma estrela dupla, em que um astro fica passando à frente do outro). Mas 3 resultaram em descobertas. Dois deles saíram em estudo publicado na revista britânica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. Um parece ter diâmetro 8 vezes maior que o terrestre, o outro quase 3 vezes maior. Ambos giram bem próximos de suas estrelas e devem ter temperaturas muito altas para abrigar formas de vida. Como autores do estudo, além dos cientistas, assinam também 6 caçadores de planetas voluntários – uma das formas de recompensar os envolvidos pelo esforço é dar a chance de colocar seu nome num artigo cientifico de verdade.

E quanto ao terceiro objeto encontrado? Ele ainda está passando por uma análise mais profunda, já que, aparentemente há vários planetas ao redor da mesma estrela. Um objeto interessante que provavelmente teria passado despercebido pela equipe do Kepler, não fosse pelo Planet Hunters. Os resultados validam a importância do projeto. Por alguma razão, o programa de computador da equipe Kepler havia desconsiderado esses planetas como alvo de futuras investigações. Coube ao projeto resgatá-los e fazer a descoberta. Há pelo menos mais 100 candidatos a planetas encontrados pelo site aguardando investigação mais profunda. para os responsáveis pelo programa, ele representa o futuro da astronomia amadora. “Nos velhos tempos astrônomos profissionais iam a telescópios de 12 polegadas e faziam estudos”, diz Debra Fisher. Hoje eles têm à disposição os mesmo equipamentos que os cientistas da Nasa.

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http://planethunters.org