Bicicletas custom em imagens

Bicicletas custom

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Keanu Reevs: ator e designer de motocicletas

Semana passada li em algum lugar que o Brad Pitt havia se tornado designer de móveis projetando mesas, cadeiras e banheiras. Mas esta semana ele foi superado. O ator Keanu Reevs, grande entusiasta das motocicletas (assim como Brad Pitt), resolveu tornar sua paixão pelas máquinas de duas rodas na marca Arch Motorcycle Company. A empreitada está sendo desenvolvida com o designer Gard Hollinger. Os dois criaram o primeiro protótipo da KR GT-1, uma “motocicleta inovadora… caracterizada pela potência e estabilidade.” Que agora faz parte da coleção particular de Reevs, constituída ao longo de 25 anos, que inclui várias Norton Commando.

Sobre a motocicleta, trata-se de uma Harley-Davidson Dyna Wide Glide 2005 extensivamente modificada. Consolidada, a Arch Motorcycle se prepara para produzir em pequena escala para manter a exclusividade de seus modelos.

2012 Harley-Davidson Seventy-Two e Softail Slim

Graças à grande capacidade de customização de suas motocicletas, todos os anos, a Harley-Davidson lança pelo menos uma dupla de modelos novos. Agora no início de 2012 chega ao mercado norte-americano a dupla Seventy-Two e Softail Slim.

Harley-Davidson Seventy-Two

Pintura extravagante, pneus faixa-branca e cromados impecáveis. A Seventy-Two transpira a década de 1970

A XL1200 V Seventy-Two faz parte da família Sportster e traz um design inspirado na década de 1970, época de motocicletas chopper com pinturas extravagantes e cromados bem cuidados. Os principais detalhes deste modelo são o tanque “peanuty” de 7.95 litros, rodas cromadas com pneu estreito MH90-21 na dianteira e um Dunlop 150/80B16 faixa-branca na traseira numa conjunto com peso contido de 251 kg. O escapamento é duplo cano-curto para completar a experiência 1970… mas é a magnifica pintura que faz o modelo ganhar vida. Os flocos metálicos empregados na pintura Hard Candy Big Red Flake são supostamente sete vezes maiores do que os flocos utilizados nas tintas metálicas comuns, e de fato, a pintura é ainda mais valorizada pelo uso intenso de cromados na motocicleta.

A pintura metálica Big Flake com "flocos metálicos gigantes" é cartão de visitas da Seventy-Two

O efeito metálico apresentado neste modelo, foi desenvolvido com a adição de flocos prata metálico  do catálogo de acessórios da Harley-Davidson. E a pintura metálica descolada não para por aqui. A Harley está disponibilizando uma grande variedade de cores Big Flake, designs e lustrosos para vários modelos do passado e do presente. A Seventy-Two tem outras opções de cores: Big Blue Pearl, e Black Denim por $700 adcionais ao preço de $10.499.

A Softail Slim é despojada, minimalista e remete aos anos 1940-1950.

O outro novo modelo Harley é a FLS Softail Slim é o resultado de uma Softail padrão depois da customização de Jenny Craig. A Slim foi desenhada para representar o mais diretamente possível as customs “feitas-em-casa” dos anos 1940-1950. A começar pelo “guidão-Hollywood”, passando pelo pára-lama dianteiro recortado e do conjunto de piscas e brake-light traseiro. Este tipo de guidão foi originalmente oferecido como acessório para as Harleys  com suspensão dianteira do tipo Springer e é composto por um largo arco, com uma pequena trave cruzando a parte superior. Outros componentes típicos da época são as plataformas em meia-lua, filtros-de-ar redondo e farol tipo claraboia marítimo. Na cor Vivid Black e Slim custa $15.499 e nas cores Black Denin e Ember Red Sunglo por $15.899.

O visual "bandido" da Slim é a antítese do show de exibicionismo da Seventy-Two

A Seventy-Two e Softail Slim personificam dois períodos distintos nos 110 anos de história da Harley-Davidson – que a companhia está celebrando mundialmente este ano — e enfatizam que a Harley-Davidson não está simplesmente capitalizando a atual onda retrô, mas acima de tudo que a Motor Company já existia quando estes estilos se tornaram bacanas.

Não existe previsão de importação para o Brasil.

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Fonte: motorcycle.com

Sucessos e fracassos no design automotivo

Ao comprar um carro, vários quesitos são levados em consideração. Mas o primeira avaliação é o design visual, a beleza do modelo. Os fabricantes investem cada vez mais neste ponto para ganhar os clientes pelos olhos. Mas por várias vezes, erram a mão e o traço de um novo modelo não sai tão bom assim e em outros casos, dão cria a um carro feio mesmo e enm sempre tem a ver com o orçamento envolvido no projeto.

Luxo, dinheiro, beleza e feiura

Os designers de carros de alto luxo também sofrem lá suas limitações, mas seus projetos podem ousar mais, ter mais liberdade de criação sem preocupar tanto com contenção de custos, já que neste mercado, o alto preço do modelo final acaba atraindo mais clientes em busca de status e exclusividade. Em 2003, a Bentley lançou um dos mais belos automóveis de todos os tempos: o Continental GT. Poucos modelos conseguem aliar elementos do passado num design tão moderno e sofisticado quanto o Continetal GT. O design deste esportivo de luxo foi tão bem concebido que se mostra moderno e atraente após sete anos de seu lançamento.

Mas nem sempre um projeto com orçamento generoso gera belos frutos. Em 2002 a Mercedes-Benz decidiu ressuscitar a marca Maybach e oferecê-la como uma opção ainda mais luxuosa para clientes que não se contentavam com os Mercedes-Benz. Mas o resultado foram modelos exóticos e extravagantes que seguem a filosofia “ame ou odeie”. Na minha opinião, os carros da Maybach são feios. Podem ser extremamente luxuosos, mas visualmente são feios mesmo. Para minha namorada o modelo “parece um caixão”.

Tecnicamente são modelos Mercedes da Série S com um acabamento mais refinado e um visual mais cafona. Isso prova que mesmo no mercado de alto luxo, os fabricantes cometem sues deslizes.

Tem que ser feio para ser barato?

No outro lado da moeda, estão os modelos convencionais, desenvolvidos para oferecer mais por menos. Afinal, se os ricaços fazem questão de comprar automóveis caros, os simples mortais querem valorizar seu dinheiro na hora da compra. Não sei se é preconceito meu, mas a Renault é campeã em lançar carros esquisitos ou mesmo, feios. O Logan, desenvolvido para ser maior e mais barato do que seus concorrente, buscou um design com linhas quadradas e sem vincos para conter o preço final do modelo. O resultado é um carro com design dos anos 90 (parece um Polo Sedan de 1996) que é praticamente comprado apenas por taxistas. O Toyota Etios parece ser uma versão japonesa do Logan, e também deve ser comprado unicamente pelo lado racional. O Renault Duster com aquele desenho duvidoso não fará sombra à nova Ecosport, à Mini Captiva da GM ou a qualquer concorrente coreano. O Nissan Tiida, para mim não passa de um Peugeot 307 com linha mais quadradas. E por fim, o Renault Symbol é feio porque foi uma tentativa de refinamento de um carro feio, o Clio Sedan.

Como gosto não se discute, este artigo não chega a nenhuma conclusão prática, a não ser de que por muitas vezes fabricantes e profissionais tem a chance de lançar algo bonito e marcante, mas por alguma razão preferem apostar no comum ou duvidoso. às vezes um carro feio e barato pode ser um sucesso de vendas, mas dificilmente serão sucesso de critica.

Carros retrô

A onda do momento é o retrô. Fotos, roupas, acessórios, mobílias, eletrônicos… tudo com aquele design remetendo ao passado. No mundo dos carros esta tendência vem acontecendo desde 1997 com o New Beetle da Volkswagen e ganhou ainda mais força agora nos anos 2000. Confira os modelos retrô mais aclamados pelo público e pela crítica.

Lançado em 1998 sobre a plataforma do Golf IV, o New Beetle foi uma reedição do antigo Fusca lançado na década de 1950. Ao contrário do modelo original criado para ser um carro popular, o New Beetle nasceu para ser um “brinquedo de luxo”. Se o design do Fusca foi eficiente para torná-lo um ícone e mantê-lo em produção por mais de 50 anos , o mesmo aconteceu com seu sucessor que recebeu um retoque visual apenas em 2006, oito anos após seu lançamento. Agora em 2011, o New Beetle entra numa nova geração.

Conhece o Chrysler C18? Nem eu! Ele não foi nenhuma peça pop como o Fusca, mas no ano 2000 recebeu uma releitura moderna, o PT Cruiser. O design original foi tão preservado que ao olhar para o PT Cruiser não tem como não ligá-lo à década de 1930. Neste caso, o sucessor fez mais sucesso do que seu ancestral.

O Fiat 500 pode ser considerado o “Fusca italiano”, onde foi criado para ser um carro acessível no pós-guerra. Com um design carismático, diminuto e motor traseiro, ele escreveu sua história e em 2007 a Fiat resolveu trazê-lo de volta. Mas assim como aconteceu com o New Beetle da Volkswagen, o Cinquecento voltou como um sofisticado carrinho de luxo: o desenho original recebeu traços modernos, o motor passou para a frente e o tamanho espartano foi preservado… e o carisma também!

Lançado em fins da década de 1950, o Mini é outro de plebeu que se tornou aristocrata.  Na época de seu lançamento a crítica especializada não entendeu o porquê de um carro tão diminuto, mas de qualquer forma seu conceito (pequeno por fora, grande por dentro) era uma previsão bem acertada da Morris (sua fabricante na época) de como viria a ser um automóvel urbano no futuro. O design e o carisma do modelo foi tão bem sucedido que a primeira geração foi fabricada até 2000 quando passou por uma profunda reformulação que resultou na geração atual. Seu sucesso começou ainda na década de 1960 quando fez sucesso em provas de rali e continuou quando se tornou o carro do Mr. Beam na série homônima da TV inglesa. Após sua reedição em 2000 se tornou objeto de desejo e ganhou varias versões desde então.

Tido como o primeiro pony car da história, o Ford Mustang fez sucesso ao redor do mundo e se tornou objeto de desejo de marmanjos do mundo inteiro. Com o passar dos anos, recebeu várias reestilizações de acordo com a época vigente, mas nenhuma foi tão impactante quanto a 5ª Geração de 2005 que resgatou as linhas do primeiro Mustang e que reforçou a onda retrô entre os carros norte-americanos.

Se o Ford Mustang ganhou uma reedição “século 21”, porque seu arquirrival não ganharia? Pois a Chevrolet foi à luta e apresentou o New Camaro, que não só a ajudou a sair da crise financeira que vinha passando, mas causou grande impacto na concorrência e se tornou ícone instantâneo entre os apreciadores de esportivos no mundo todo. A receita foi seguida: manter o design original, mas com o design arrojado do século 21.

Aqui é só especulação, mas a Volkswagen apresentou o conceito Bulli, uma releitura atual da velha Kombi. Dependendo da reação da crítica e do público, pode a vir se tornar um carro de nicho, assim como aconteceu com o New Beetle. Saudosistas do mundo inteiro agradeceriam.

O Citroën 2CV é tão feio que chega a ser bonito, e se não foi sucesso de crítica por seu design… estranho, vendeu quase 9 milhões de unidades enquanto foi produzido (de 1948 a 1990) e isso seria um bom argumento para a Citroën entrar na onda da ressuscitação automotiva e trazer o pequeno 2Cv de volta. O carro-conceito do que seria o 2CV do século 21 já foi mostrado, só falta produzir.

 

A revolução Schreyer na Kia

Até 2006, os carros da Kia Motors (e os demais modelos coreanos em geral) não empolgavam ninguém com seus desenhos antiquados e sem personalidade. Os produtos da Kia não seguiam uma identidade visual e vendiam mais pela lógica do preço mais convidativo do que pelo design em si. Mas esta situação foi até o momento em que o designer alemão Peter Schreyer resolveu deixar o Grupo Volkswagen após 26 anos na casa alemã onde criou obras como Audi A2, TT e Rosemeyer, VW Golf IV, New Beetle e Concept R. A revolução que Schreyer provocou na Kia foi tão impactante que na Coréia do Sul ele se tornou uma espécie de astro pop e é reverenciado nas ruas. Com Schreyer no comando, os modelos Kia só não começaram a ganhar identidade própria, como passaram a ser objetos de desejo. A mudança visual é nítida e contundente: