O grande José Albano

José Albano é um brasileiro do Ceará que em 1984 começou a viajar pelo Brasil com uma Honda CG 125 ano 83. E hoje aos 66 anos, continua viajando pelo mesmo Brasil com a mesma CG 125. Albano é a prova viva de que para viajar de moto, basta ter uma moto. Esta idéia de que para encarar grandes viagens é preciso ter motocicletas grandes, é uma idéia perigosa que afasta muitos motociclistas das estradas e os impedem de viver uma vida de aventuras. E para quem pensa que José Albano é um desocupado que largou tudo para perambular a toa de moto por aí, é muito pelo contrário: o cara cursou letras na Universidade Federal do Ceará, se tornou doutor em fotografia pela Syracuse University de NovaYork. Fez fotojornalismo nos Estados Unidos, Canadá e em mais 12 países europeus. Hoje além de fotografar, desenvolve vários projetos sociais pelo Brasil. Portanto se algum dia você cruzar com um senhor montado numa velha CG 125 pelas estradas, não o subestime, pois você pode estar diante de um grande motociclista!!!

Para quem quiser conhecer mais sobre a saga motociclistica, é só ler o livro Manual do Viajante Solitário (José Albano, Terra da Luz Editorial, 2010 – 112 páginas. R$ 45,00)

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Mais em: www.manualdoviajantesolitario.com.br

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Os piratas do silício

Os piratas

Pirataria: Steve Jobs já abraçou a causa. Esta bandeira tremulava em frente à sede da Apple no inicio dos anos 80

Em algum momento você com certeza já parou para pensar em pirataria. Nos prejuizos que ela causa nas empresas ou nos “benefícios” que traz àqueles que não tem dinheiro para comprar um produto original. Mas não vamos discutir sobre a pirataria, mas sobre uma hironia pirata.

O Navio Pirata.

Voltemos ao final da década de 1970, quando a Apple de Steve Jobs já dava sinais de que seria uma grande empresa, e  quando ele resolveu fincar uma bandeira pirata em frente à sede. Sim! Ele com suas idéias ousadas, resolveu encarnar o espírito pirata como mostra de ousadia: “é melhor ser um pirata do que servir à Marinha” já dizia ele. E claro que ele levou isto ao pé da letra. A verdade seja dita, Jobs nunca foi um gênio da informática (neste caso era Steve Wozniak), mas sem sombra de dúvidas, é um visionário. Foi o que levou Jobs e seus “piratas” a visitarem o PARC da Xerox nesta época. A Xerox era a “vizinha rica” e Jobs sabia que eles tinham aquilo que ele acreditava ser o futuro do software: a interface gráfica. E a Xerox tinha! Seus engenheiros haviam desenvolvido um software que dispensava as linhas de comando e utilizava ícones e pastas em sua interface. Tudo isto, manipulado por um “mouse”. O problema é que a diretoria da Xerox não viu futuro na tela com desenhos e naquele tal de “mouse” e por isso mesmo, permitiram que sua equipe mostrasse o conceito àqueles garotos curiosos da tal Apple.  Result: em janeiro de 1984, a Apple apresentava seu Macintosh, o primeiro pc com interface gráfica (pirateada da Zerox).

Bill, o Pirata-mor

Mas não demoraria muito tempo, o corsário Jobs provaria de seu próprio veneno pelas mãos do pirata Bill, sem saber. Em 1982, o corsário Jobs cai na lábia do então desconhecido pirata Bill que se oferece para criar aplicações para o Macintosh. O pirata Bill tem então, acesso à receita de como desenvolver uma boa interface gráfica. E com base nos conceitos da Apple, a Microsoft desenvolve e lança no ano seguinte seu MS-Word e o Windows 1.0. E em 1988, a Apple do corsário Jobs processa a Microsoft do pirata Bill que teria desenvolvido o Windows 2.0 plagiando seu Macintosh OS.

O desfecho desta história mostra  que Bill é “o pirata”. Além de ter roubado (segundo as palavras de Jobs) o conceito para desenvolver o Windows, Bill licenciou seus produtos para vários fabricantes, ao contrário de Jobs que manteve exclusividade de sua tecnologia. Result 2: o padrão PC lançado pela IBM e os produtos Microsoft se tornaram mais populares e baratos do que o padrão OS. E isto fez o pirata Bill rico o suficiente para abocanhar parte da “maçã” e se tornar “sócio” do corsário Jobs em 1997.

Mas as peripécias de Bill, o pirata-mor não param por aí. Ainda em 1982, ele procura a gigante IBM para fornecer a ela um sistema operacional para rodar em seu novo PC. E consegue vender o tal sistema para a IBM. Mas claro, o pirata Bill não tinha sistema nenhum. Seu contra-mestre Paul Allen descobre que um pequeno fabricante, a Seattle Computers tinha um sistema operacional pronto. O pirata Bill, então compra o tal sistema Q-DOS por 50 mil dólares e o revende à IBM como MS-DOS por 8 milhões. E se você pensa que os marujos do pirata Bill desenvolveram o Power Point? Também não! Eles o compraram em 1987. E agora no século 21, o novo Windows Seven copia descaradamente a interface gráfica do Apple Tiger. Analise do Windows Vista pela Apple no Youtube

Conclusão

Se hoje Steve Jobs e Bill Gates reclamam do descaramento e prejuizo que a pirataria lhes causa, eles devem se lembrar de que eles cresceram bebendo desta fonte. E mesmo sem saber, até nisso eles foram visionários: descobriram antes de todo mundo, que a pirataria dá muito dinheiro.

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Fontes bibliográficas:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Interface_gr%C3%A1fica

http://www.folklore.org/StoryView.py?story=Pirate_Flag.txt

http://pt.wikipedia.org/wiki/Macintosh

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bill_Gates

http://pt.wikipedia.org/wiki/Steve_Jobs

Piratas do Vale do Silicio (Pirates of Silicon Valley) [filme]. Direção Martyn Burke. EUA, TNT, 1999.

Quem foi o Bluetooth

Harald Bluetooth

No século 21, bluetooth é conhecido como a famosa rede wireless para conectar dispositivos eletrônicos portáteis como celulares e notebooks. Mas porque o bluetooth se chama bluetooth?

Voltando ao ano de 958, Harald I da Dinamarca  (ou Harald Dente-Azul) era filho do rei Gorm, o velho, senhor da Jutlândia, e de Thyra. Faleceu combatendo uma rebelião liderada por seu filho Svend, após reinar como rei da Dinamarca a partir de 958 e como rei da Noruega durante dez anos.

Origem do apelido

Blåtand significa literalmente “dente azul”, em Dinamarquês. Porém, certos estudiosos afirmam que é provável que o cognome tenha tido origem em duas palavras dinamarquesas um pouco distintas. Blå terá significado “homem de tez escura”, enquanto que tan terá significado “homem notável”. Assim explicado, o cognome original poderia ter significado “homem notável de tez escura”. Com o tempo, o significado original teria sido substituído pelo significado fonético moderno, “dente azul”.

Todavia, a crença popular indica que o monarca possuía realmente uma cor azulada nos seus dentes, que terá dado origem ao seu apelido.

A tecnologia “dente azul”

A tecnologia Bluetooth (dente azul, em Inglês), destinada à comunicação sem fios entre computadores e outros dispositivos portáteis, recebeu o seu nome a partir do rei Haroldo Dente-Azul. O logotipo sugere este fato através da utilização das letras rúnicas que correspondem às suas iniciais, H e B. O nome foi escolhido em virtude do monarca representar a unificação da Dinamarca, algo que a nova tecnologia também pretende realizar com o mundo dos dispositivos móveis.

A empresa sueca de telecomunicações Ericsson, dinamizadora da tecnologia Bluetooth, erigiu uma nova pedra em homenagem a Haroldo Dente-Azul, em 1999, em frente à sua sede, em Lund.

A mulher mais rica do mundo (review)

 

Estou editando este artigo, pois a vovó Bettencourt já não é mais a “mulher mais rica” do mundo. Agora o primeiro lugar é de Christy Walton, uma das donas do Wal Mart. Ela tem 56 anos, mora em Jackson (Wyoming), é viúva e dona de uma fortuna de 26,5 bilhões de dólares. No ranking da Forbes, Christy é a 10ª pessoa mais rica do mundo e a 4ª mais rica dos Estados Unidos.

A simpática vovó Liliane Bettencourt, passou para o segundo lugar entre as mulheres bilionárias da Forbes. A L’Oreal rende a ela uma fortuna de 23,5 bilhões de dólares. No ranking geral, ela é a 15ª pessoa mais rica do mundo e a 2ª da França.

Adidas vs Puma

Adidas vs Puma

Adidas vs Puma

A história do tênis se confunde com a história dos irmãos Adolf e Rudolf Dassler, que moravam na pequena cidade de Herzogenaurach, na Alemanha. Os dois tinham personalidades totalmente opostas e se odiavam. Mas mesmo assim fundaram a Gebrüder Dassler Schuhfabrik (fábrica de sapatos dos irmãos Dassler, em alemão) em sociedade. Adi (diminutivo de Adolf) que era exímio artesão criou um tênis mais leve e anatômico do que os modelos já existentes. E com o tino comercial de Rudi (diminutivo de Rudolf) para tocar o negócio, a dupla ficou muito rica em pouco tempo.

A relação entre os dois teria acabado quando Adi teria entregado o irmão (que era nazista convicto) aos Aliados durante o fim da Segunda Guerra. Mas há quem diga que seria por causa de um insulto de Adi contra a esposa de Rudi. Mas nenhuma das duas versões são confirmadas.

Sabe-se que em 1948, Adolf Dassler dissolve a parceria familiar e renomeou a Gebrüder Dassler Schuhfabrik para Adidas (junção de “Adi” + “Dassler”).

Rudolf não ficou atrás e criou uma fábrica rival, a “Ruda”, mais tarde rebatizada de “Puma”. A criação das duas marcas dividiu a cidade de Herzogenaurach. Em uma das margens ficava a fábrica da Adidas. Na outra a da Puma. O ASV Herzogenaurach, um dos times de futebol da cidade, passou a ser patrocinado pela Adidas, enquanto o 1 FC Herzogenaurach, pela Puma. Quem estivesse com roupas Adidas, não entrava em bares freqüentados pelos fãs da Puma e vice-versa.

A competição entre Adi e Rudi era tão grande que nos anos 70 eles não perceberam a aproximação de sua verdadeira inimiga: a americana Nike, que superou as duas marcas alemãs.