A resposta supersônica dos americanos

A alguns meses atrás, escrevi aqui um post sobre o Bloodhound, um carro-míssil britânico projetado para alcançar as 1000 milhas por hora em terra e bater o recorde de seu antecessor, o SS-Thrust. Mas este lance de recorde de velocidade terrestre é historicamente disputado entre ingleses e norte-americanos desde os primórdios do automóvel. Então, nada mais lógico do que a resposta dos americanos ao Bloodhound inglês.

A admiração por carro sempre moveu o empreiteiro americano Waldo Stakes, 51 anos. Desde pequeno, ele coleciona revistas e artigos sobre façanhas automobilísticas. Agora, Stakes mostra ao mundo o que uma paixão pode fazer: ele está construindo o veículo terrestre que pretende ser o mais rápido do planeta. No sul da Califórnia, o Sonic Wind LSRV está sendo preparado para atingir 3.000 km/h, com uma aceleração de 160 km/s.

A invenção de Stakes não pode ser chamada exatamente de carro, graças a seus exóticos materiais e ao formato de dardo, um tanto quanto inusitado. Para a construção do veículo, Stakes foi atrás do material mais resistente e seguro já feito pelo homem para suportar a altíssima velocidade. Ele usou partes de  mísseis balísticos de médio alcance (do tipo fabricado para destruir cidades) no corpo do automóvel, além do motor da aeronave X-15, sucesso militar dos anos 60. O bico estreito na frente romperá a barreira formada pelo ar e as barbatanas  localizadas na parte de trás darão estabilidade ao veículo, como acontece nos aviões.

Stakes, uma miniatura do Sonic Wind e o avião militar X-15, do qual utilizará o motor para impulsionar o carro-foguete

Para alimentar o motor do super veículo, Stakes utilizará uma mistura de metanol e oxigênio líquido, capaz de produzir 27 toneladas de impulso. O que, segundo o criador, é, de certa forma, eticamente ecológico. “Há combustão quase total do oxigênio puro,  por isso, mesmo na potência máxima, os resíduos enviados à atmosfera serão inferiores aos de um veículo de médio porte”.

Stakes diz ter parado de contar quanto já investiu no projeto, que leva mais de 15 anos de estrada. Sabe que mais de 140 mil dólares foram gastos apenas na compra de materiais e que o custo estimado do carro será de 8 milhões de dólares. A maior parte do dinheiro vem saindo do seu próprio bolso e também das economias das outras 4 pessoas da equipe, além de contribuições de amigos e familiares. “Se eu conseguir arrumar um patrocínio, em 18 meses o Sonic Wind estará apto a rodar.”

Caso o dinheiro não apareça, Waldo Stakes, o homem das idéias inusitadas, nem pensa em desistir. Ele já arrumou um jeitinho de  complementar os gastos: está comercializando em seu site (sonicwindslrv.com) camisetas com a imagem do Sonic Wind LSRV estampada. Parece que vale mesmo tudo para alcançar o maravilhoso mundo dos recordes.

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