Sucessos e fracassos no design automotivo

Ao comprar um carro, vários quesitos são levados em consideração. Mas o primeira avaliação é o design visual, a beleza do modelo. Os fabricantes investem cada vez mais neste ponto para ganhar os clientes pelos olhos. Mas por várias vezes, erram a mão e o traço de um novo modelo não sai tão bom assim e em outros casos, dão cria a um carro feio mesmo e enm sempre tem a ver com o orçamento envolvido no projeto.

Luxo, dinheiro, beleza e feiura

Os designers de carros de alto luxo também sofrem lá suas limitações, mas seus projetos podem ousar mais, ter mais liberdade de criação sem preocupar tanto com contenção de custos, já que neste mercado, o alto preço do modelo final acaba atraindo mais clientes em busca de status e exclusividade. Em 2003, a Bentley lançou um dos mais belos automóveis de todos os tempos: o Continental GT. Poucos modelos conseguem aliar elementos do passado num design tão moderno e sofisticado quanto o Continetal GT. O design deste esportivo de luxo foi tão bem concebido que se mostra moderno e atraente após sete anos de seu lançamento.

Mas nem sempre um projeto com orçamento generoso gera belos frutos. Em 2002 a Mercedes-Benz decidiu ressuscitar a marca Maybach e oferecê-la como uma opção ainda mais luxuosa para clientes que não se contentavam com os Mercedes-Benz. Mas o resultado foram modelos exóticos e extravagantes que seguem a filosofia “ame ou odeie”. Na minha opinião, os carros da Maybach são feios. Podem ser extremamente luxuosos, mas visualmente são feios mesmo. Para minha namorada o modelo “parece um caixão”.

Tecnicamente são modelos Mercedes da Série S com um acabamento mais refinado e um visual mais cafona. Isso prova que mesmo no mercado de alto luxo, os fabricantes cometem sues deslizes.

Tem que ser feio para ser barato?

No outro lado da moeda, estão os modelos convencionais, desenvolvidos para oferecer mais por menos. Afinal, se os ricaços fazem questão de comprar automóveis caros, os simples mortais querem valorizar seu dinheiro na hora da compra. Não sei se é preconceito meu, mas a Renault é campeã em lançar carros esquisitos ou mesmo, feios. O Logan, desenvolvido para ser maior e mais barato do que seus concorrente, buscou um design com linhas quadradas e sem vincos para conter o preço final do modelo. O resultado é um carro com design dos anos 90 (parece um Polo Sedan de 1996) que é praticamente comprado apenas por taxistas. O Toyota Etios parece ser uma versão japonesa do Logan, e também deve ser comprado unicamente pelo lado racional. O Renault Duster com aquele desenho duvidoso não fará sombra à nova Ecosport, à Mini Captiva da GM ou a qualquer concorrente coreano. O Nissan Tiida, para mim não passa de um Peugeot 307 com linha mais quadradas. E por fim, o Renault Symbol é feio porque foi uma tentativa de refinamento de um carro feio, o Clio Sedan.

Como gosto não se discute, este artigo não chega a nenhuma conclusão prática, a não ser de que por muitas vezes fabricantes e profissionais tem a chance de lançar algo bonito e marcante, mas por alguma razão preferem apostar no comum ou duvidoso. às vezes um carro feio e barato pode ser um sucesso de vendas, mas dificilmente serão sucesso de critica.

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