O Código BMW

Os alemães são tão metódicos e eficientes, que não perdem tempo pesquisando nomes pomposos para suas máquinas. Ao invés disto, os fabricantes alemães tem a tradição de designar seus modelos por siglas e algarismos. Com a divisão de motocicletas da BMW não é diferente. É um sopa de letrinhas que apenas os leitores mais assiduos sabem interpretar. E para quem não sabe a diferença entre uma  F 800 GS e uma R 1250 GS, esta é a oportunidade para aprender.

A série F é composta por motocicletas polivalentes equipadas com motores de 2 cilindros em linha, suspensões convencionais e transmissão final por corrente. Com estas configurações, a BMW conseguiu criar uma opção de motocicletas mais baratas (ou menos caras, se preferir) e mais leves para seus clientes que procuravam motocicletas menos caras e sofisticadas do que as tradicionais séries R e K ofereciam.

A série G, é relativamente nova na BMW Motorrad. Aqui as motocicletas tem vocação off-road, utilizam motores Rotax de um cilindro, suspensões convencionais e transmissão final por corrente. A série G trouxe para as ruas e trilhas todo o know-how que a BMW ganhou em competições de enduro.

É na série K onde estão as maiores e mais sofisticadas motocicletas da BMW, equipadas com motores de 4 ou 6 cilindros em linha e refrigerados a água e as suspensões trazem o sistema BMW Telelever/Paralever com um único amortecedor na dianteira e o eixo cardã incorporando a suspensão traseira numa única peça. A série K foi criada para os clientes BMW que não gostavam dos motores boxer a ar da série R.

A série R traz a essência das motocicletas BMW, pois aqui estão os elementos tradicionais que diferenciaram as motos BMW de todas as outras como o motor boxer bicilindrico refrigerado a ar e as suspensões BMW Telelever e Paralever. Ao lado da série K, a série R concentra as motocicletas de maior porte da BMW. Muitos acreditaram que a série R estaria fadada à extinção por seus antigos motores boxer refrigerados a ar não se enquadrarem em normas antipoluição européias que entrariam em vigor. Mas a engenharia da BMW conseguiu modernizar seus motores a ar a ponto destes serem menos poluentes do que muitos motores refrigerados a água.

A série S nasceu de uma necessidade da BMW em construir uma autêntica esportiva, pois as antigas K 1200 RS e K 1200 S eram muito pesadas para sequer chegar perto das ágeis e leves japonesas. A nova fórmula foi substituir o eixo cardã por corrente e adotar suspensões convencionais no lugar do sistema Telelever/Paralever. O motor (assim como na série K) apresenta 4 cilindros em linha, mas com caracteristicas esportivas com altos giros e potência na casa dos 200 cv: nada a ver com os motores fortes e mansos da série K. Se no passado a imprensa especializada fazia piadas com a incapacidade da BMW em construir uma esportiva eficaz, hoje sua S 1000 RR é referência na categoria.

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