A saga da Miura

1977 – Miura Sport


Em 1975, uma tradicional fabricante de estofados e acessórios automotivos resolveu expandir os negócios e em 1977 Aldo Besson e Itelmar Gobbi lançavam  o Miura Sport: um hatchback em formato de cunha inspirado num desenho de Nilo Laschuck, estudante de arquitetura. O modelo trazia acabamento em couro, volatne com regulagem elétrica e faróis escamoteáveis eletro-pneumáticos. A carroceria de plástico e fibra de vidro abrigava a mecânica da Brasilia 1.600, o que tornou o modelo lento com 54 cv empurrar 900 kg.

1981 – Miura MTS


Evolução do Sport, o MTS ganhou motor 1.6 refrigerado a água do Passat TS. Mas mesmo assim, o desempenho era sofrível por conta do chassis e da suspensão antiquada.

1982 – Miura Targa


Para solucionar o problema de dinâmica do MTS, um ano depois a Miura lança o Targa, este vinha com um sistema onde parte do teto poderia ser retirada o que o transformava numa espécie de semi-conversível inspirado no Porsche 911 Targa. A mecânica continuou sendo Volkswagen, mas desta vez com motor do Passat LS e chassis tubular fabricado pela própria Miura. Era o primeiro Miura com motor dianteiro o peso agora era de apenas 890 kg para os 76 cv do motor 1.6 (11,71 kg/cv). A suspensão dianteira passou a ser do tipo McPherson e a traseira com eixo rígido. O Targa consolidou a marca e a transformou em lider do segmento.

1983 – Miura Spider


A versão conversível do Targa era dotada de capota de lona que ficava totalmente escondida quando recolhida, mas que dava ao modelo um visual estranho quando fechada.

Miura Kabrio


Na mesma época do Spider, a Miura lançou em paralelo o Kabrio, outro conversível mais barato montado sobre o chassi da Volkswagen Brasilia. O modelo não fez muito sucesso e encerrou a produção com pouquíssimas unidades vendidas.

1984 – Miura Saga


Neste ano, a Miura lançou aquele que seria seu mais emblemático modelo,  o Saga. Um coupé 2+2 com a mecânica do recém-lançado Volkswagen Santana 1.8. No modelo 1986, o Saga ganhava equipamentos sofisticados como células fotoelétricas para acionamento automático dos faróis, sintetizador de voz para alertas de abastecimento, afivelamentos de cinto de segurança, retirada da chave da ignição quando o carro estava desligado e a porta era aberta, tv no painel, frigobar, bancos em couro refrigerados, volante com ajuste elétrico, direção hidráulica e teto solar. Com todos os opcionais, em 1986 um Miura Saga custava mais caro do que um (já oneroso) Alfa Romeo 2300 Ti4.

1987 – Miura 787

O 787 era uma versão do Saga encurtada em 5 cm. As maçanetas sumiram e o modelo ganhou abertura das portas por controle remoto. O diferencial visual do modelo era o grande aerofólio em cima do porta-malas e a luz de sinalização que era um friso de luz neon que envolvia todo o carro.

1988 – Miura X8


Com visual ainda mais arrojado que seus antecessores, o X8 trazia vidro traseiro curvado, aerofólio integrado, bancos com regulagem elétrica, espelho interno fotocrômico e todos os requintes eletrônicos de seus antecessores. Este modelo era oferecido na versão Turbo com o motor do Volkswagen Santana 2.0.

Miura Saga II


Ainda em 1988 o Saga ganha versão reestilizada com vidro traseiro curvado e algumas evoluções apresentadas no X8.

1989 – Miura Top Sport


O sucessor do X8 tinha formas mais arredondadas, saias laterais e manteve o aerofolio integrado à carroceria. O motor ainda era o Volkswagen 2.0 carburado, mas que em 1990 ganhou a injeção eletrônica do Gol GTi, piloto automático e amortecedores com controle de carga ajustáveis pelo painel. Neste momento o preço de tantas tecnologias avançadas para a época fazia o preço do modelo ser equivalenta ao de um Santana Executive.

1990 – Miura X11


No final de 1990 chegava o X11, um X8 sem alguns equipamentos de conforto para aliviar o peso e garantir maior desempenho. Suas vendas não foram tão boas.

1992 – O fim da saga Miura

Com a abertura do mercado para os importados, a empresa gaúcha resolveu encerrar suas atividads por conta do alto custo de produção de seus modelos artesanais que não poderiam competir com os importados. Estima-se que a miura produziu 10.600 unidades, sendo 35% do Targa, seu modelo mais vendido.


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fontes: http://www2.uol.com.br/bestcars/classicos/miura-1.htm

http://miuras.blogspot.com/

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