Cronologia CBX 750F

No exterior. Originalmente, a CBX 750F foi projetada como um modelo “tapa-buraco” entre a VF 750 que seria substituida pela nova  VF-R750 nos mercados europeu, sul-africano e australiano. Por lá, foi fabricada apenas entre 1984 e 1988 e assim como a VF 750, a CBX tinha um problema crônico no tensionador de corrente de comando por volta dos 75.000 km. Enquanto a linha VF utilizava os estreitos, complexos e caros motores tetracilindricos em V, a linha CBX continuava com os tradicionais tetracilindricos em linha. Na época de seu lançamento, a CBX 750 custava aproximadamente £ 2.800. Foi utilizada como motocicleta de policia na Malasia, Turquia, Hong Kong e Singapura.

No Brasil. Ao contrário da Europa, onde o mercado era (e continua sendo) mais dinâmico e exigente, a CBX 750 teve uma vida mais longa no Brasil, onde também obteve muito mais sucesso.

A saga da “Sete-Galo”  começou em 1986 quando começou a ser importada do Japão com uma mecânica sofisticada para a época: bielas em liga leve de vanádio, válvulas com tuchos hidráulicos (dispensa ajustes), suspensão multiregulável, etc. Ambas as rodas Comstar eram de 16″ para garantir agilidade nas trocas de trajetória. O motor tinha 16 válvulas com duplo comando que gerava 91 cv a 9.500 rpm e torque de 7,1 kgmf a 8.500 rpm (214 km/h e 0-100 em 5,5 seg). O modelo 86 tinha cor preta com faixas vermelhas e brancas, motor, rodas e escapamento em preto-fosco.

Talvez o modelo mais raro entre as CBX 750F no Brasil seja a 86 vermelha, pois foram importadas pouquíssimas unidades de forma independente.

Em 1987 a CBX “Sete Galo” ganha várias mudanças… e fica “mais pobre”. A começar pela cor que passa a ser bicolor: branco-bordeaux com faixas azul-marinho e dourado e logo é apelidada de “Hollywood” em alusão às embalagens do cigarro de mesmo nome. A semi-carenagem ficou mais alta e envolvente por causa dos semi-guidões mais altos. As suspensões perdem a multiregulagem e o sistema TRAC (Sistema Anti-Mergulho da suspensão dianteira). A roda dianteira passa a medir 18″, e os pneus passaram a contar com câmaras (segundo a Honda, a manutenção dos pneus sem câmara mais modernos seria difícil no Brasil por falta de profissionais e equipamentos). Com a mudança da carenagem e do diâmetro da roda dianteira, a velocidade final passaria a 214 km/h.

Nenhuma mudança na ciclística ou tecnologia no modelo em 1988. Apenas a cor passou a ser num tom de cinza-chumbo com faixas vermelhas e ganhou o apelido de “Magia Negra”.

Ainda em 88, é lançada e série especial com as cores da equipe oficial Honda de motociclismo. O apelido foi “Rothmans”, obviamente em alusão às cores do patrocinador da equipe.

Com o surgimento da CBR 450 SR em 1989, a Honda passa a dar um tom mais sóbrio à CBX 750 e a versão deste ano ganha uma pintura monocromática de vermelho-grená com faixas em vermelho lançada em fevereiro. Para compensar as baixas vendas e o aumento da concorrência, a CBXvolta a contar com pneus sem câmara neste ano.

A série especial de 1989 foi a “Canadense” com uma bela pintura bicolor em branco-pérola e cinza-grafite.

Em 1990 já sentindo o peso da idade, a CBX ganha a versão Indy (conhecida no exterior como CBX 750F II) adotando uma postura mais “sport-touring” com a adoção de uma (discutivel) carenagem integral que escondeu o belo motor. O resultado visual era meio desarmônico, pois a carenagem parecia não casar bem com a moto. A sétima opção de pintura era uma mistura de azul muito profundo com outros tons mais claros ganhando a alcunha de “Neon”. Além da carenagem que agora contava com dois porta-luvas, espelhos retrovisores e setas de direção integrados, outras mudanças ocorreram como reforço da trave central no quadro (que aumentou o peso em 12 kg) e nova disposição das luzes-espia e instrumentos no quadro do painel. Opeso a seco passou a 241 kg e as vendas começaram a cair. Sua produção foi encerrada em dezembro de 1994 com um total de 11.312 unidades vendidas.

 

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7 comentários

  1. MATUSA · janeiro 18, 2011

    Pra falar a verdade, nunca tive tesão por essa moto. Na época, eu preferia uma RD350LC ou uma Sete Galo das antigas, muito mais charmosas…

    • Levi's · janeiro 19, 2011

      Eu, desde que assisti o primeiro filme da trilogia Mad Max passei a gostar deste tipo de moto!

    • Junior · agosto 16, 2011

      amigo ao falar que vc preferia uma rd 350 vejo que vc deve ser um belo de um leigo no assunto, pois a unica coisa que as motocicletas rd’s tem em diferença das outras motocicletas da epoca são as disparadas loucas “falha do yps” e consequentemente a falta de freio suficiente para a mesma. isso tudo sem contar que onde voce chegar com uma moto 2 tempos todos iram saber por sua inesquecivel fragancia de fogueira de são joão . . . rsrsrsrs . . . a verdade é que foram fabricadas e vendidas poucas cbx750 na epoca pois sabemos que se nos dias de hoje muita gente tem vontade de possuir uma moto dessas mais não tem condições finenceiras suficiente imagine em epocas passadas . . . o bom é que hoje em dia quem estiver sentindo falta daquelas fabricas de fumaças podem matar a saudade com menos de R$600,00 basta apenas compra uma motoserra 2T e para quem ainda sente vontade de ter uma moto de verdade que são as 750 vai juntando ai pelo menos umas 12.000 pratas no minimo . . . Um amor, uma historia, uma vida = 7galo

      • claudio resende · março 6, 2012

        parabens junior!
        na epoca eu morava no Brasil e nao podia comprar este sonho, por sorte ha 8 anos estou trabalhando na Italia e pude comprar em 2007 a minha tao sonhada 7galo, aqui temos as cores prata, preta (como a que foi importada ai) e a minha vermelha, todas com o mesmo desenho das faixas, so mudando as cores. Infelizmente ha pessoas como este matusa(lem) ai em cima que gosta de zuar um pouco, porque nao acredito em uma unica palavra que ele escreveu. Certamente ele tbem adora a 7galo.
        abraços
        claudio

      • Alex Mik · agosto 16, 2015

        Amiguinho, respeito sua opinião, mas sinto muito, desprezar o projeto da RD 350 você não sabe o que está dizendo… Os motores 2 tempos são até hoje celebrados pelo altíssimo rendimento e esportividade, infelizmente a industrialização levou à necessidade de ações globais contra a poluição, que na verdade sim, poluem muito. Enfim, seu lance é site de culinária. Boa sorte e opine sobre o que conhece.

  2. Douglas · dezembro 30, 2011

    O ronco da galo é uma música ”

  3. dislei aparecido soares de mello · março 17, 2012

    esse camarada que prefere uma rd é um zé ruela igual ao ronco da sete galo não tem igual eu ja tive um rd não quero nem de graça hoje eu tenho uma indy ja é a segunda que tenho

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