Os piratas do silício

Os piratas

Pirataria: Steve Jobs já abraçou a causa. Esta bandeira tremulava em frente à sede da Apple no inicio dos anos 80

Em algum momento você com certeza já parou para pensar em pirataria. Nos prejuizos que ela causa nas empresas ou nos “benefícios” que traz àqueles que não tem dinheiro para comprar um produto original. Mas não vamos discutir sobre a pirataria, mas sobre uma hironia pirata.

O Navio Pirata.

Voltemos ao final da década de 1970, quando a Apple de Steve Jobs já dava sinais de que seria uma grande empresa, e  quando ele resolveu fincar uma bandeira pirata em frente à sede. Sim! Ele com suas idéias ousadas, resolveu encarnar o espírito pirata como mostra de ousadia: “é melhor ser um pirata do que servir à Marinha” já dizia ele. E claro que ele levou isto ao pé da letra. A verdade seja dita, Jobs nunca foi um gênio da informática (neste caso era Steve Wozniak), mas sem sombra de dúvidas, é um visionário. Foi o que levou Jobs e seus “piratas” a visitarem o PARC da Xerox nesta época. A Xerox era a “vizinha rica” e Jobs sabia que eles tinham aquilo que ele acreditava ser o futuro do software: a interface gráfica. E a Xerox tinha! Seus engenheiros haviam desenvolvido um software que dispensava as linhas de comando e utilizava ícones e pastas em sua interface. Tudo isto, manipulado por um “mouse”. O problema é que a diretoria da Xerox não viu futuro na tela com desenhos e naquele tal de “mouse” e por isso mesmo, permitiram que sua equipe mostrasse o conceito àqueles garotos curiosos da tal Apple.  Result: em janeiro de 1984, a Apple apresentava seu Macintosh, o primeiro pc com interface gráfica (pirateada da Zerox).

Bill, o Pirata-mor

Mas não demoraria muito tempo, o corsário Jobs provaria de seu próprio veneno pelas mãos do pirata Bill, sem saber. Em 1982, o corsário Jobs cai na lábia do então desconhecido pirata Bill que se oferece para criar aplicações para o Macintosh. O pirata Bill tem então, acesso à receita de como desenvolver uma boa interface gráfica. E com base nos conceitos da Apple, a Microsoft desenvolve e lança no ano seguinte seu MS-Word e o Windows 1.0. E em 1988, a Apple do corsário Jobs processa a Microsoft do pirata Bill que teria desenvolvido o Windows 2.0 plagiando seu Macintosh OS.

O desfecho desta história mostra  que Bill é “o pirata”. Além de ter roubado (segundo as palavras de Jobs) o conceito para desenvolver o Windows, Bill licenciou seus produtos para vários fabricantes, ao contrário de Jobs que manteve exclusividade de sua tecnologia. Result 2: o padrão PC lançado pela IBM e os produtos Microsoft se tornaram mais populares e baratos do que o padrão OS. E isto fez o pirata Bill rico o suficiente para abocanhar parte da “maçã” e se tornar “sócio” do corsário Jobs em 1997.

Mas as peripécias de Bill, o pirata-mor não param por aí. Ainda em 1982, ele procura a gigante IBM para fornecer a ela um sistema operacional para rodar em seu novo PC. E consegue vender o tal sistema para a IBM. Mas claro, o pirata Bill não tinha sistema nenhum. Seu contra-mestre Paul Allen descobre que um pequeno fabricante, a Seattle Computers tinha um sistema operacional pronto. O pirata Bill, então compra o tal sistema Q-DOS por 50 mil dólares e o revende à IBM como MS-DOS por 8 milhões. E se você pensa que os marujos do pirata Bill desenvolveram o Power Point? Também não! Eles o compraram em 1987. E agora no século 21, o novo Windows Seven copia descaradamente a interface gráfica do Apple Tiger. Analise do Windows Vista pela Apple no Youtube

Conclusão

Se hoje Steve Jobs e Bill Gates reclamam do descaramento e prejuizo que a pirataria lhes causa, eles devem se lembrar de que eles cresceram bebendo desta fonte. E mesmo sem saber, até nisso eles foram visionários: descobriram antes de todo mundo, que a pirataria dá muito dinheiro.

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Fontes bibliográficas:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Interface_gr%C3%A1fica

http://www.folklore.org/StoryView.py?story=Pirate_Flag.txt

http://pt.wikipedia.org/wiki/Macintosh

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bill_Gates

http://pt.wikipedia.org/wiki/Steve_Jobs

Piratas do Vale do Silicio (Pirates of Silicon Valley) [filme]. Direção Martyn Burke. EUA, TNT, 1999.

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2 comentários

  1. Wanderson PJ · março 17, 2011

    Wikipédia não é referência bibliográfica valida e artigo de opinião…

    Não deixa de ser um artigo de opinião!

    Protestos sempre houveram, mas utilizar referências um pouco mais confiáveis é crucial para se manter um nível de debate aceitável.

    • Levi's · março 18, 2011

      Se não devo dar credibilidade à Wikipedia como referência bibliográfica, porque daria credibilidade à sua opinião de que a Wikipedia não é confiável? Este meu artigo não tem o objetivo de conter uma verdade absoluta, apenas reflete o que se conhece por aí através de filmes, artigos e relatos sobre a conduta de homens como Steve Jobs e Bill Gates em começo de carreira. Ninguém prova que eles realmente “piratearam” as idéias alheias, mas também ninguém prova que não piratearam. Ou o senhor acha mesmo que no mundo das grandes corporações todos jogam limpo?

      Obrigado por participar! Abraço!

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